sábado, 4 de março de 2017

ALMANAQUE TEMÁTICO - CHICO BENTO - ESCOLA - PARTE 3

ALMANAQUE TEMÁTICO CHICO BENTO - ESCOLA tem o n° 25 na capa e o preço de R$ 6,50 (seis reais e cinquenta centavos), publicado em Janeiro de 2013 pela Panini Comics. O Almanaque temático às vezes foca um personagem e um tema, mas também pode focar um tema com vários personagens. Esta edição aconteceu de selecionarem apenas historinhas com o Chico Bento. 


AMOR... A QUE ME OBRIGAS! - Chico vê Rosinha triste. Ela vai embora, mas deixa cair um papel. É um boletim. Chico o pega, já aberto, e estranha as notas tão baixas. Ele, que já estava todo feliz por ter notas boas, acaba pensando que será obrigado a não estudar mais, assim acompanharia sua amada durante todo o seu processo de recuperação na escola.


Então Chico vai para um relaxo geral, começa ir muito mal nas provas e Rosinha não entende porque ele ficou feliz. Ele diz que viu o boletim dela cheio de notas baixas e que virou um mau aluno de propósito, porque vai acompanhá-la na recuperação. Ela percebe que houve um mal-entendido. 

Na verdade, ela fez um favor a um outro colega de classe, em trocar seu boletim com o dele, apenas para que ele pudesse enganar os pais. Ela estava triste porque se arrependeu depois, mas o menino reaparece, devolve o boletim dela e informa que os pais não caíram no truque. 

Achei legal terem usado a rosinha para esse tipo de situação, afinal, apesar de ela ser boazinha, não era perfeita. Trata-se de uma menina como todas as outras, que também erra e tem tentações e impulsos. É uma criança e não uma santa em um pedestal. 

Achei uma referência de sua publicação original no Guia dos Quadrinhos. Foi em Chico Bento n° 87, publicada em maio de 1990, pela Editora Globo. (veja aqui)


TRABALHO TRABALHOSO - historinhas típicas de miolo, com traços bem à caráter e, se não fossem os primeiros quadrinhos, até poderia se passar como uma HQ muda. O capirinha passou a noite inteira fazendo um trabalho de escola e, no caminho para levá-lo, encontra várias adversidades como o próprio vento que de repente arrancou a folha de suas mãos, o passarinho que a pegou, o riozinho, o jacaré... bem coisa de videogame dos anos 80. Ao entregar a folha e ganhar sua nota, ele aparece fazendo um aviãozinho com ela, porque já não importava mais tanto zelo.

Por incrível que pareça, o Guia dos Quadrinhos me mostrou os dados originais dela, sendo publicada em Chico Bento n° 93, de Agosto de 1990, pela Editora Globo. Porém, como não há capa lá, o link que deixo é do site do Paulo Back. (capa)

O blogue "Arquivos Turma da Mônica", meu preferido no assunto, já falou sobre a HQ de abertura dessa revista, que é "CHICO AÇOUGUEIRO". (veja)


PAPAI VAI À ESCOLA é uma daquelas tramas feitas com uma mensagem bem especial. Ao ver o pai do Chico se empenhando em querer aprender mais, tornando-se um aluno tardio na típica escolinha da vila, vemos que nunca é tarde para querer aprender, principalmente em se tratando do básico que é ler, escrever e saber das coisas mais simples em termos de matemática, história do brasil, geografia, etc. Acredito que o intuito foi colaborar para o fim do analfabetismo, principalmente entre os adultos.


É um roteiro bem divertido e que passa de forma prática sua mensagem. Os desenhos são bonitos, caprichados, dando toda a importância que se deve ao tema. 

O Guia dos Quadrinhos me mostrou que ela abriu a revista Chico Bento n° 70, publicada em setembro de 1989, pela Editora Globo. Infelizmente o colecionador não colocou a capa. Então, novamente, recorro ao site do Paulo Back para visualizar a capa original desta historinha. (capa)


UMA QUESTÃO DE VOCAÇÃO - Dona Marocas resolve ensinar alguma coisa do corpo humano. Chico vê uma singela imagem do interior de nosso organismo e fica impressionado. Ele passa o dia todo pensando naquelas partes feias e não se conforma em ser daquele jeito por dentro. Um amiguinho resolve estudar com ele, em sua casa, mais tarde, mas Chico acaba brigando com ele porque ainda estava perturbado. 

Vemos Chico crescendo e indo ao médico por causa de um mal-estar. Quem lhe atende é o seu amigo, que havia se formado em medicina e se tornou o médico da vila. Os dois trocam elogios à profissão, um do outro, e constatamos que, além dele ter superado o choque, conseguiu ver a importância de diferentes segmentos a serem estudados na vida.

Essas historinhas simples eram muito legais, pois mostram bem o comportamento de um menino do campo, avesso às informações e até, de certa maneira, ignorante em seu mundinho... e termina com uma lição de evolução pessoal. O que quero dizer é que não foi preciso colocar o Chico como protagonista de um comportamento politicamente correto e nem mudar sua personalidade para transmitir uma boa mensagem aos leitores. 

A única referência que tive dessa HQ é que ela foi republicada no Almanaque do Chico Bento n° 78, em dezembro de 2003, pela Editora Globo. Provavelmente, trata-se de mais uma historinha originada nos anos 90, já que está prevalecendo tal começo de década na seleção deste almanaque temático. (capa)


SOLUÇO DA PROFESSORA - tem traços bonitos, mas é bem simples de fato. Como o próprio nome diz, a professora tem soluços e Chico tenta ajudá-la. Um trabalho bem feito, sem nada a destacar. 

Por incrível que pareça, o Guia dos Quadrinhos me deu referência da revista original onde ela foi publicada. Chico Bento n° 25, de Dezembro de 1987, pela Editora Globo. (capa)

Esse número me fez pensar: a era Globo começou justamente em janeiro desse respectivo ano. Esse título era quinzenal. então, a lógica seriam 24 edições ao longo de 1987. Como assim, veio o 25? Então dezembro contou com três edições? A resposta é "sim"!

Pesquisei os dois números anteriores lá mesmo, abaixo da capa, e cheguei à conclusão de que o número 23 deve ter sido feito bem no comecinho do mês. O 24 veio quinze dias após, perto do Natal. Entre Natal e Ano Novo  há apenas uma semana. O 25 acabou vindo, suponho, cerca de dois dias antes dessa passagem do ano. Dependendo de qual dia da semana acabava o mês, isso podia acontecer. É aquela sensação que temos, às vezes, de que o mês parece estar mais comprido.

Está sendo bem legal comentar este almanaque. Se por algum motivo você, leitor, não viu as duas postagens anteriores, é só clicar nas imagens abaixo.


Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.


5 comentários:

  1. Sobre as edições, na verdade Cascão, Chico e Magali tinham 26 edições por ano por conta de meses que tinham 5 semanas. No ano de 1987 eles tiveram 25 porque a edição nº 1 deles atrasaram, não chegando na data certa nas bancas.

    A história Uma questão de vocação é de 1995, acho que Chico Bento nº 209, por aí. E todas as histórias citadas ai muito boas. Abraços

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    1. Oi, Marcos! Imaginei mesmo que a história fosse dos anos 90. Até agora não vi nenhuma HQ neste almanaque que ultrapassado a metade dos anos 90. Ainda bem.
      Sobre a questão das 25 edições, realmente, naquele mês "maior" acabava acontecendo isso. Resultando então em 26 edições anuais.... nunca pensei nisso até me deparar com essa situação na pesquisa.

      Lembro que aqui, de repente, sumiram as revistas da MSP na época de migração para a Globo. Era estranho olhar as às bancas e não ver nenhuma revistinha de ninguém. Aqui ela chegaram já era quase fim do mês. Para mim foi uma eternidade.

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  2. Tenho uma coleção de revistas da Turma da Mônica da década de 90, mas não releio faz muito tempo. Também não compro nada atualmente. Confesso que as vezes faz falta, sinto saudade.

    Gosto muito dos quadrinhos Disney, prefiro ler e colecionar eles, mas acredito que Turma da Mônica é importante no processo de aprendizagem de leitura pras crianças. Tenho um filho de 8 meses e quando chegar o momento de ele ler quadrinhos vou voltar a comprar Turma da Mônica e ler junto com ele.

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    1. Olá, cara! Beleza? A turma da Mônica, ultimamente tem se focado mais nesse nicho mesmo. Criancinhas entre 1 a 8 anos... até porque, atualmente, com nove ou dez anos, elas já ficam espertinhas demais. As histórias acabam ficando bobinhas.

      Nós, que somos mais velhos, perdemos com isso. Os personagens estão um tanto descaracterizados. Os roteiros não possuem mais aquela genialidade de trabalhar as especificidades de cada um. Ainda são legais, ainda se consegue divertir com algumas revistas atuais, mas é tudo um pouco diferente.

      Eles só lembram dos mais velhos, mesmo, quando é para promoverem as Graphic Novels ou encadernados de luxo. Caso contrário, eles fazem questão de dizerem que o foco são as criancinhas em fase de aprendizado de leitura.

      Deve ser bom para eles. Eu acho isso uma bomba-relógio, pois as crianças estão largado a turma da Mônica cada vez mais cedo. não são como alguns de nós, que mantivemos o hábito através de algumas gerações.

      Uma hora eles sentirão isso. E não terão mais os leitores velhos para se apoiarem, pois muitos já morreram, outros estão doentes e outros se desanimaram com o que andam fazendo e estão migrando para Disney e outros universos.

      Gostei muito do seu blogue. Esta semana voltarei com postagens Disney. Inclusive uma do Pateta.

      Abraços. Tudo de bom.

      Fabiano Caldeira.

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    2. José Sergio, em vez de comprar gibis novos quando for a época, leia junto com seu filho essas revistas da Turma da Mônica da década de 90 que vc tem. Vai valer muito mais a pena e ainda economiza. Rs

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Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!